domingo, 31 de março de 2019

Filme: “Menino que descobriu o vento”


Expõe fortes e inadmissíveis questões sociais, ressalta o poder das habilidades pessoais quando aliadas às conceituais e demonstra o poder transformador do empreendedorismo e da inovação.
The Boy Who Harnessed the Wind, é um filme de drama britânico de 2019, dirigido e estrelado por Chiwetel Ejiofor em sua estreia como diretor. O filme é baseado no livro de memórias The Boy Who Harnessed The Wind, de William Kamkwamba e Bryan Mealer. Com base nessa obra cinematográfica, fiz cinco relações com o mundo do empreendedorismo para refletirmos.

1 - A oportunidade está em todo o lugar
William Kamkwamba, personagem principal da obra, sentia a todo instante a curiosidade e o desafio batendo a sua porta. Enquanto a fome assolava sua família, ele foi capaz de encontrar no vento a chave para trazer água para a sua comunidade. Não sabia como era possível, mas uma voz interior (que pode ser chamada da forma que preferir) sempre o instigava a ousar. Em meio à seca africana, à fome, o sol escaldante e a oposição dos cegos de plantão, ele encontrou a oportunidade e prosperou.

2 - Empreender é questão de sobrevivência
Não há nenhuma novidade na literatura e nos cases de administração que lemos que as crises geram oportunidades. Muitas vezes, somente com um empurrão que abala nosso psicológico, saímos definitivamente da zona de conforto e criamos algo. William descobriu a energia eólica e muitos empreendedores descobriram que é possível prosperar após uma derrota.

3 - Resiliência amplia chances de sucesso
Um dos pontos que também precisa ser ressaltado durante o filme é o sentimento de angústia e desesperança perene. Sonhar em um mundo cético é avassalador. Mesmo sentados no conforto de nosso lar é possível sentir a angustia da situação, as críticas e o deboche. “Você gosta de fazer brinquedos, William”. Imagine ouvir isso enquanto você tem a solução para salvar milhões da fome.

4 - A negativa não pode nos desencorajar
A luta por defender argumentos, convicções com educação e respeito a todo o momento também marcam a personalidade de William.
Quando tudo conspira contra, é preciso recomeçar. O personagem inspirado na história real comprovada com relatos e imagens chorou, apanhou e passou incríveis necessidades. Porém, nunca desistiu dos seus sonhos. Empreender é vender e pôr em prática sonhos todos os dias.

5 - Recursos importam, mas determinação supera
A falta de ferramentas, recursos e de apoio da sociedade ficaram evidentes em todo o filme. Mas sempre William surpreendia.
Assistindo a aulas escondido, lendo livros técnicos rapidamente e vasculhando um lixão de ferro velho para encontrar baterias sem carga, o jovem perseverava. Muitas vezes o empreendedor não começa nas melhores condições. Não tem uma sede bonita, um capital de giro ou conhecimento gerencial. Mas se ele acorda pela manhã com a certeza de que está o caminho certo, uma hora a maré tende a virar.

Texto professor Robson.

terça-feira, 24 de novembro de 2015

Jogos on-line sobre Diversidade

Olá pessoal, os sites “Unidade na Diversidade” e “A Cor da Cultura” oferecem jogos didáticos on-line sobre Diversidade de gênero e etnorracial. Confira a lista abaixo:
TRILHA DA ÁFRICA
Nível de Ensino: Fundamental e Médio
Eixo temático: Ensino de História e cultura afro-brasileira e africana
Este jogo se estrutura no tradicional jogo de trilha. Boa parte dos jogos de tabuleiro modernos é baseada nesse antigo jogo em forma de espiral.
QUEBRA-CABEÇA DE CUBOS
Nível de Ensino: Fundamental e Médio
Eixo temático: Valorização da diversidade cultural brasileira
Este quebra-cabeça é um jogo de construção composto por 16 cubos. Cada uma das seis faces terá a imagem de uma obra de arte.
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BONECOS DE PAPEL
Nível de Ensino: Fundamental
Eixo Temático: Diversidade
Vista os personagens com diferentes roupas e acessórios, representando, assim, os povos indígenas, africanos, europeus e orientais que formam o Brasil multicultural. Você poderá selecionar até dois personagens; a partir daí, escolha as roupas de sua preferência e troque suas roupas quantas vezes quiser.
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MEMÓRIA
Nível de Ensino: Fundamental e Médio
Eixo temático: Igualdade de direitos de homens e mulheres, igualdade nas relações étnico-raciais.
O Jogo da Memória da Igualdade tem como objetivo encontrar pares de cartas iguais. O diferencial é que os pares são formados com imagens de homens e mulheres em situações que retratem o exercício de papéis iguais. Essas imagens trazem oportunidade de se refletir sobre os conceitos “coisa de homem e coisa de mulher”, sobre discriminação e sobre direito à igualdade de gênero.
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TOCANDO JUNTO
Nível de Ensino: Fundamental
Eixo temático: Cultura afro-brasileira e africana
Neste jogo, você irá conhecer vários instrumentos de origem africana, ouvir o som de cada um deles e tocar junto com a banda. Para jogar, você deve escolher uma das 3 músicas. Em cada música, há um grupo de instrumentos. Você poderá escutar a música e depois tocar junto com o computador.

FUI À ÁFRICA E VI
Nível de Ensino: Fundamental
Eixo temático: Quadro natural da África
Vá até a África conhecer os animais daquele continente e exercitar a sua memória!
Para jogar, basta repetir a seqüência de animais que o computador fizer. Por exemplo. O computador vai apresentar “leão”. Então o desenho do leão vai aparecer e desaparecer. Você deve clicar com o mouse imediatamente sobre o “leão” desenhado no mapa. Depois o computador vai repetir “leão” e mais outro animal, sempre acrescentando mais um à lista iniciada com o jogo. E você deve sempre clicar sobre os animais que ele falou, repetindo a ordem da seqüência, sem errar.

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

A Abolição da Escravidão no Brasil - 1888

No ano de 1888 a escravidão foi abolida através da Lei Áurea, que foi assinada pela princesa Isabel no dia 13 de maio daquele ano. Essa medida beneficiou uma grande quantidade de escravos que ainda existia no país. Por outro lado, essa mesma medida incomodou os vários proprietários de terra que ainda dependiam da exploração do trabalho escravo para produzirem gêneros agrícolas em suas propriedades. Contudo, não podemos achar que a escravidão acabou no Brasil do dia para a noite.
No século XIX já havia movimentos que defendiam o fim da escravidão. Diversos pensadores dessa época já consideravam a escravidão um abuso e um grande problema para qualquer nação que tivesse a intenção de se desenvolver. A partir da década de 1850, percebemos que o movimento abolicionista no Brasil começou a ter maior visibilidade e isso se deve a alguns acontecimentos importantes que marcaram essa mesma época.
Em 1845, os ingleses impuseram uma lei realizando a prisão de toda a embarcação que estivesse no Oceano Atlântico transportando escravos africanos. Isso fez com que o número de escravos vindos para o Brasil diminuísse e o preço deles se elevasse justamente num tempo em que as lavouras de café aumentavam no país. Pouco tempo depois, no ano de 1850, o governo brasileiro aprovou a Lei Eusébio de Queirós. Essa lei proibia definitivamente a importação de escravos para o país. Desse modo, o preço do escravo ficou ainda mais caro para os grandes proprietários de terra.
Para suprir a falta de escravos, os proprietários de terra passaram a atrair imigrantes europeus que ocupariam as vagas de trabalho existentes nas lavouras. Para alguns intelectuais brasileiros, essa presença era benéfica na medida em que os europeus eram considerados “superiores”. Mais do que trazer a cultura europeia para o Brasil, a presença dos imigrantes viria, ao longo das décadas, promover o “branqueamento” da nossa população. Esse era outro argumento dos intelectuais que na época, infelizmente, acreditavam que os negros e mestiços eram grupos raciais com menor capacidade intelectual.
Após a Lei Eusébio de Queirós, podemos destacar outras leis abolicionistas que foram aprovadas pelo governo de Dom Pedro II. No ano de 1871, a Lei do Ventre Livre determinou que todos os filhos de escravos nascidos a partir daquela data estariam livres. Apesar de livrar as próximas gerações da escravidão, essa medida só era aplicada assim que o filho de escravo atingisse os 21 anos de idade. O filho de escravo passava uma parte de sua infância e juventude na fazenda junto aos demais escravos, tendo sua força de trabalho explorada. Além disso, após atingir a maioridade, encontrava dificuldades em abandonar seus pais e enfrentar uma vida incerta.
Dezesseis anos mais tarde, no ano de 1885, a Lei dos Sexagenários livrava os escravos com mais de sessenta anos da escravidão. A medida também tinha uma aparência benéfica. Contudo, era muito pequena a quantidade de escravos com mais de sessenta anos. No século XIX, a média de idade da população girava em torno dos quarenta anos de idade. Além disso, devemos lembrar que um escravo idoso trazia mais despesa do que lucro para o seu proprietário. Sendo assim tal lei teria um impacto pequeno na população de escravos.
Quando atingimos a década de 1880, vemos que diferentes setores da sociedade defendiam o fim da escravidão. Ao mesmo tempo, devemos salientar que um número significativo de proprietários de terra empregava a mão de obra dos imigrantes europeus no lugar dos escravos, que tinham um preço ainda mais elevado nessa época. Dessa forma, já tínhamos a clara impressão que a extinção do trabalho escravo no Brasil seria uma questão de tempo.
Sendo assim, no ano de 1888, quando a princesa Isabel estabeleceu o fim da escravidão pela Lei Áurea, essa modalidade de exploração da mão de obra se mostrava inviável. Devemos aqui destacar que a abolição só deu fim à escravidão, mas não deu fim à exploração do trabalho dos ex-escravos. Afinal de contas, a Lei Áurea não contava com nenhum tipo de auxílio ou projeto que facilitasse o grande número de negros libertos a serem devidamente inseridos na sociedade brasileira.
Observando todos esses fatos que marcam o fim da escravidão no Brasil, temos a nítida impressão que tudo ocorreu de modo lento. Da lei Eusébio de Queirós até a Lei Áurea passaram-se quase quarenta anos. Ao mesmo tempo, as leis aprovadas nesse meio tempo eram de impacto lento ou muito tímido. Por fim, vemos que a lei que encerra a exploração da força de trabalho dos negros não falava sobre os desafios e problemas que essa grande parcela da população enfrentaria a partir daquele momento.

25 curiosidades sobre a escravidão


quinta-feira, 8 de outubro de 2015

1822 O caminho da Independência do Brasil - 8º ano

Entenda neste especial desenvolvido por Laurentino Gomes os fatos que desencadearam a Independência brasileira


Jogo 1                           Jogo 2

terça-feira, 6 de outubro de 2015

Jogo: Batalhas na Guerra do Vietnã

As propostas de paz foram rejeitadas? A guerra é inevitável? Sua nação depende da força do seu exército? Neste jogo, escolha o seu país e batalhe pelos territórios do mapa na famosa Guerra do Vietnã, podendo evoluir seus soldados e novas armas para auxiliá-lo a tornar-se cada vez mais poderoso e preparado para guerra que está por vir.
Para jogar, clique na imagem abaixo
Soldados no campo de batalha